Aos dezesseis do mês de setembro de 2026, às 09:30 horas, na Sala de Reunião da SEPLAC, no município de Cabrobó/PE, realizou-se reunião do Comitê Intersetorial Permanente de Acolhimento em Família Acolhedora. A reunião teve como objetivo dar continuidade aos encaminhamentos definidos nos encontros anteriores, avaliar as ações de mobilização e divulgação do Serviço de Família Acolhedora (SFA) realizadas até 31 de agosto de 2026 e construir, de forma coletiva e intersetorial, estratégias para ampliação da captação e sensibilização de novas famílias acolhedoras no município.
Durante a acolhida e retomada dos encaminhamentos, os participantes foram convidados a responder à pergunta: “O que precisamos fazer para que mais famílias conheçam e se tornem parte do Serviço de Família Acolhedora?”. Cada participante registrou, em uma palavra, sua expectativa em relação ao encontro, contribuindo para a construção de um ambiente de participação, escuta e reflexão coletiva, tais como: Sensibilização, Conscientização, Empatia, Esclarecimento, Transformação.
Em seguida, no que tange a análise da estratégia de mobilização e divulgação do SFA foi realizada uma sensibilização sobre a importância da atuação intersetorial para a efetivação do Serviço de Família Acolhedora. Destacou-se que a mobilização não deve ser compreendida como responsabilidade exclusiva da Secretaria de Assistência Social, mas como uma ação compartilhada entre os diferentes setores que compõem a rede de proteção.
Foi apresentado aos participantes o objetivo de que o encontro resultasse na identificação dos principais obstáculos à divulgação do Serviço, definição dos públicos prioritários, proposição de ações de campanha, distribuição de responsabilidades, construção de cronograma inicial e estabelecimento de compromissos entre os setores participantes.
Como estratégia de avaliação coletiva, dando continuidade à programação, foi realizada a dinâmica “Termômetro Humano”, com o objetivo de promover uma avaliação coletiva acerca do nível de conhecimento, divulgação e articulação em torno do Serviço de Família Acolhedora (SFA) entre os órgãos integrantes do Comitê.
Para a realização da atividade, foi estabelecida uma linha no espaço da reunião, representando três níveis de percepção: vermelho – “Precisamos avançar muito”; amarelo – “Estamos caminhando”; e verde – “Estamos avançando bem”. Os representantes foram convidados a se posicionar de acordo com a percepção de seu respectivo órgão em relação às perguntas apresentadas. Após cada questão, foram oportunizadas falas breves para que os participantes pudessem justificar ou complementar suas percepções.
Foram apresentadas as seguintes questões: 1. “Como você avalia o conhecimento da sua Secretaria/órgão sobre o Serviço de Família Acolhedora?”
Como resultado, o CREAS posicionou-se no vermelho, indicando a percepção de que ainda é necessário avançar no conhecimento sobre o SFA. Os representantes da Saúde e Educação posicionaram-se no amarelo, demonstrando que consideram estar em processo de construção e ampliação desse conhecimento. Já os representantes do Conselho Tutelar ,Ministério Público, Assistência Social posicionaram-se no verde, indicando uma percepção de maior conhecimento acerca do Serviço.
2. “Como você avalia a divulgação do SFA no seu território?”
Nessa questão, o CREAS posicionou-se no vermelho, apontando a necessidade de ampliar as estratégias de divulgação. A Saúde posicionou-se no amarelo, indicando que existem ações em andamento, porém ainda há espaço para ampliação. Os representantes do Conselho Tutelar, Ministério Público, Educação, Assistência Social posicionaram-se no verde, indicando uma percepção positiva quanto às ações de divulgação desenvolvidas em seus respectivos espaços e territórios.
3. “Como você avalia a capacidade da nossa rede de identificar famílias que poderiam acolher?”
Nesta etapa, os representantes do CREAS, Saúde, Ministério Público, Educação e Conselho Tutelar posicionaram-se no vermelho. E a assistência social posicionou-se verde. O resultado demonstrou uma percepção coletiva de que a rede ainda precisa avançar na identificação de famílias com potencial e interesse em participar do Serviço de Família Acolhedora.
4. “Como você avalia a integração entre as Secretarias e órgãos para divulgar o SFA?”
Nesta última questão, CREAS, Saúde, Ministério Público, Educação, Conselho Tutelar , Assistencia Social posicionaram-se no verde, demonstrando uma percepção positiva quanto à integração existente entre os órgãos para a divulgação do Serviço.
Ao final da dinâmica, observou-se que, embora os participantes reconheçam a existência de articulação intersetorial e integração entre os órgãos, permanecem desafios relacionados ao conhecimento mais aprofundado sobre o SFA, à ampliação da divulgação e, principalmente, à capacidade da rede de identificar e mobilizar potenciais famílias acolhedoras.
Na sequência, cada Secretaria e órgão integrante do Comitê foi convidado a apresentar as ações de mobilização e divulgação do SFA realizadas até 31 de agosto de 2026, bem como os canais, espaços e públicos alcançados. Durante as apresentações, foram compartilhadas experiências relacionadas à divulgação do Serviço em equipamentos públicos, espaços institucionais, atividades comunitárias, canais de comunicação e demais espaços de circulação da população.
Também foram discutidas as estratégias que apresentaram maior potencial de alcance e sensibilização, bem como as principais dificuldades encontradas durante o processo de mobilização.
Posteriormente, os participantes foram organizados em grupos intersetoriais para realização da dinâmica “Onde está o Gargalo?”. Os grupos receberam como situação-problema a seguinte questão: “A campanha foi divulgada, mas poucas famílias demonstraram interesse. Onde pode estar o problema?” A partir da situação apresentada, os grupos foram orientados a identificar: o que poderia ter dado errado; qual seria o principal gargalo; quais setores ou instituições poderiam contribuir para sua superação; e quais ações poderiam ser realizadas imediatamente. Como resultado da atividade, foram levantados problemas relacionados principalmente a: Disponilidade do cuidado, Insegurança, a medida protetiva temporária, aceitação, e ressaltaram a relevância da elaboração de um vídeo informativo sobre o SFA.
Em seguida, foi realizada a dinâmica “Mapa dos Públicos”, tendo como referência central as Famílias Acolhedoras. Os participantes identificaram diferentes espaços e grupos que podem contribuir para a divulgação do Serviço e para a identificação de famílias interessadas, dentre eles: escolas, associações, igrejas e comunidades religiosas, lideranças comunitárias, agente comunitário de saúde, zona rural e comerciantes.
A partir da atividade, foi discutida a necessidade de que cada órgão integrante do Comitê identifique os públicos aos quais possui maior acesso e utilize seus próprios canais e espaços institucionais para apresentar e divulgar o SFA.
Após as discussões, foram definidos como encaminhamentos: Consolidar os públicos e espaços considerados prioritários para a divulgação; Estruturar a proposta da Campanha Intersetorial de Captação de Famílias Acolhedoras; Utilizar como referência o tema “Acolher é transformar vidas – Seja uma Família Acolhedora”; Definir as ações que integrarão a campanha; Definir as responsabilidades de cada Secretaria e órgão participante; Elaborar cronograma de execução das ações; Identificar os materiais e recursos necessários para a campanha; Ampliar a divulgação do SFA nos canais oficiais e nos espaços de atuação de cada órgão; Priorizar estratégias de comunicação que esclareçam as principais dúvidas da população sobre o Serviço; Estabelecer mecanismos de acompanhamento dos resultados da campanha, especialmente quanto ao alcance das ações, número de pessoas sensibilizadas e procura de famílias interessadas em conhecer o processo de habilitação.
Ao final, foi realizada a síntese das discussões e dos encaminhamentos construídos coletivamente, reforçando-se a importância da corresponsabilidade dos integrantes do Comitê para o fortalecimento do Serviço de Família Acolhedora no município. Foi ressaltado que a captação de novas famílias depende de uma estratégia permanente de informação, sensibilização e mobilização, articulada entre os diferentes setores da rede de proteção. Nada mais havendo a tratar, Eu, Bárbara Sampaio Ramos, lavrei a presente ata, que, após lida e aprovada, será assinada pelos participantes.

